• Silvio Bianchi

Como guardar dinheiro e ter segurança financeira

Atualizado: Fev 16

“...Quem tiver um amor

Que o guarde, que o guarde

Ao amor e ao dinheiro

Não o maltrate, não o maltrate


Há que poupá-lo, sempre convém

E acarinhá-lo, é sempre um bem

Quem tiver um amor, é feliz podem crer

Ao amor e ao dinheiro, tenha cuidado pode perder...” música: Saúde, Dinheiro e Amor. autor: Rodolfo Sciammarella, 1941


Esta música está gravada na minha memória, pois a ouvi durante toda a minha infância. Juro que sou muito mais novo!!


Na segunda metade do século XX, principalmente até o início da década de 80, o crédito para o consumo era quase que inexistente. A maioria dos financiamentos para pessoas físicas estava direcionado à compra de imóveis. O cartão de crédito era uma raridade e ter um sinalizava ter um elevado nível económico.


A pressão para consumir sempre existiu, mas, naquela época, quem não tinha dinheiro não podia comprar e quem comprava sem ter dinheiro devia para familiares ou para amigos. Emprestava-se na base da confiança e não pagar um empréstimo impactava de forma negativa na sua reputação.


O tempo seguiu seu curso e chegou o crédito para o consumo. Aí as pressões aumentaram duplamente, pois quem produzia fomentava o consumo dos seus bens, quem oferecia serviços fazia a mesma coisa e, por outro lado, as organizações financeiras fomentavam o endividamento das pessoas sob o argumento de que “seriam mais felizes realizando seus sonhos já, do que aguardando até juntar o dinheiro suficiente”.


A partir desse momento, as estrofes da música “Saúde, Dinheiro e Amor” foram esquecidas, principalmente aquelas que diziam: “...Ao amor e ao dinheiro

Não o maltrate, não o maltrate

Há que poupá-lo, sempre convém

E acarinhá-lo, é sempre um bem...”


Comprar parcelado virou a bola da vez. “Ser feliz já!” foi a justificativa. O futuro, incerto por natureza, ficou mais incerto pela pressa.

A segurança financeira aparece como o antídoto da gastança


Segurança financeira não significa virar milionário, mas ter um conjunto de hábitos sustentáveis que ajudem a: gastar menos do que se ganha, não se endividar para consumir no dia a dia, usar o crédito de forma estratégica, ter objetivos, poupar, guardar. A segurança financeira traz liberdade financeira.


Estratégias para guardar dinheiro:

- Defina seus objetivos. Definir seus objetivos de curto, médio e longo prazo ajudam a definir aonde quer ir. No blog do BEM tem várias matérias para lhe ajudar: - Emoções que ajudam a alcançar seus propósitos

- Passos para realizar seus propósitos

- O primeiro passo para sair do endividamento é...

- Organize suas finanças. Saiba quanto recebe, em que está gastando, quanto está gastando em cada item, quanto custam seus objetivos, quanto está pagando por mês de parcelas por compras já feitas, quanto paga por mês de parcelas de empréstimos. Pode parecer chato, mas a única forma de manter o controle da situação é ficar sabendo o que está acontecendo, para depois decidir o que será feito.


- Planeje o que fará para alcançar seus objetivos. Após determinar o que se quer alcançar e conhecer o que está acontecendo, chega o momento de decidir o que será feito, quando e como. Isso tira as pessoas do “modo improviso” e as coloca no “modo execução”. A diferença nos resultados e imensa!


- Planeje o lazer. Não dá para viver sem lazer, mas esse tipo de despesas deve se adequar às circunstâncias. Não adianta gastar tudo com ele e depois não poder pagar as despesas básicas.


- Controle. Verifique se as ações planejadas estão sendo realizadas e se suas despesas (gastos e parcelas) estão dentro do planejado. Se algo está fugindo do esperado, quais ações podem ser feitas para compensar essa diferença? Fazer isto também pode parecer chato, mas o sentimento de calma quando se está no controle, não tem preço!


- Aprenda a guardar. Guardar é uma forma de poupar, mas não é a única. Guardar é, todos os meses, separar um valor no momento de receber e colocá-lo num local de acesso mais difícil (conta de poupança, conta de investimento).


- Poupe. Poupar é gastar menos do que estava gastando. Não dá para fazer isso com todos os itens de despesas, mas, tenho certeza que, com um bom controle, em certos itens poderá poupar até 20% sem muito esforço.


- Invista o que guarda. Investir é multiplicar o valor do que você guardou. Portanto, primeiro guarda e depois investe! O tipo de investimento estará relacionado ao objetivo, ao prazo em que o dinheiro será utilizado e a seu perfil de risco pessoal.


- Atualize seus conhecimentos. Fique à par das recomendações e alertas de profissionais competentes na área de cuidado das finanças pessoais. Minha dica: acesse as matérias no blog do BEM e os vídeos do canal no YouTube do BEM Financeiro.


Conhecer o que pode ser feito resolve parte do problema, mas o maior desafio é entrar em ação. Se sentir a necessidade de um apoio profissional para iniciar esta caminhada para alcançar a segurança financeira, o BEM Financeiro desenhou os programas BEM Agora para lhe ajudar. Conheça mais sobre o BEM Agora.


Seu BEM é o nosso plano!

--- Silvio Bianchi é Pós-graduado em Educação e Coaching Financeiro, Contador Público, Master Coach, Coach Financeiro, Treinador e Palestrante. Cofundador de Bem Financeiro – Desenvolvimento em Finanças, responsável pelo escritório em São José dos Campos.

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