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  • Edward Claudio Jr

O que não fazer quando se está muito endividado.

Atualizado: Fev 18

Estar endividado, não necessariamente é algo ruim. Dependendo da dívida, a pessoa ou família pode estar fazendo algo importante com o dinheiro. Exemplo: adquirindo ou reformando um imóvel, financiando um automóvel, investindo na educação ou até mesmo consumindo de forma consciente e planejada. Agora se a dívida é fruto do consumo inconsciente, da renegociação da fatura de um cartão de crédito, do limite do cheque especial, ou para pagar dívidas que não está conseguindo honrar, aí o problema está estabelecido.



O endividamento não planejado, pode levar a inadimplência, quando a pessoa não consegue mais pagar as parcelas da(s) dívida(s) assumidas em dia. E como consequência, os juros pelo atraso dos pagamentos vai fazer a dívida crescer de forma exponencial, gerando a famosa expressão “virou uma bola de neve”.


Se você está no início ou no meio desta situação, recomendo a não ter as seguintes atitudes:


1 – Achar que tudo vai se resolver sozinho ou continuar a fazer o que está fazendo. Reflita, se continuar agindo do mesmo jeito, quais resultados vai obter? Provavelmente não será a diminuição do quadro de endividamento. Pense, desde quando começou o seu endividamento, as ações praticadas estão melhorando ou piorando a situação?


2 – Não assumir a responsabilidade do que está acontecendo. A grande maioria das pessoas endividadas coloca a culpa pela situação de endividamento em outras pessoas (cônjuge, parentes, amigos, etc) ou coisas (governo, impostos, taxas de juros, baixo salário, etc). É claro que em alguns casos isto pode ocorrer devido a uma situação de doença ou perda da remuneração. Mas na grande maioria as escolhas e ações da própria pessoa a conduziram a este quadro.


3 – Sair renegociando as dívidas sem fazer um levantamento de informações. Anote todas as despesas mensais, a renda líquida e as dívidas contraídas. Sem estas informações provavelmente fará novas dívidas que não conseguirá pagar, aumentando o quadro de endividamento.


4 – Gastar mais do que ganha. Se mantiver este hábito e comportamento não conseguirá sanear o orçamento mensal e continuará vivendo com recursos de terceiros, pagando juros e ficando cada vez mais endividado.


5 – Esconder da família, principalmente do cônjuge ou companheiro a verdadeira situação. Este tipo de ação, geralmente não se sustentará por muito tempo e pode gerar muitos conflitos familiares, chegando ao ponto inclusive de separação dos cônjuges e completa desestruturação da família.


6 – Procurar ajuda com instituições financeiras ou agiotas. Que cobram juros muito maiores do que os já altíssimos juros do mercado financeiro brasileiro. Nestes casos, a situação tende a se agravar muito, pois a chance de manter em dia o pagamento desta nova dívida é muito remota.


7 – Não procurar ajuda externa, com pessoas educadas financeiramente ou profissionais (educadores ou consultores financeiros). Estas pessoas e profissionais podem auxiliar e muito a criar um planejamento para pagar todas as dívidas de forma sustentável e com um prazo definido. E atualmente muitas empresas já disponibilizam para seus colaboradores este tipo benefício. Se não for o caso da sua empresa, procure saber quem possa prestar esta assessoria.


8 – Adiar a tomada de decisão de fazer algo para mudar a situação. Quanto mais tempo passar, a dívida vai crescer rapidamente e maior será o sacrifício a realizar para resolver esta questão.


9 – Desistir no meio do processo de retomada do controle financeiro. Não seguir o planejamento idealizado, neste caso, deixará você cada vez mais inseguro para retomar a caminhada. E assim, o prazo para alcançar o resultado esperado será cada vez maior.


10 – Acreditar que nunca sairá desta situação. Por mais difícil que seja o seu caso, existem caminhos e opções para colocá-lo novamente na trilha da prosperidade financeira. Este artigo é fruto de mais de 12 anos ajudando e orientando pessoas endividadas. E pude acompanhar casos muito difíceis, com alto grau de endividamento, mas que foram solucionados, em maior ou menor tempo. E tenha em mente que todo o sacrifício será temporário, mas o resultado ficará para sempre na sua vida.


Agora é com você. Não deixe para depois o que pode começar a fazer agora. Priorize os seus verdadeiros propósitos de vida. Assuma o controle de sua vida financeira e supere todos os obstáculos e desafios. Se precisar, nós do BEM Financeiro estamos à sua disposição para ajudar.


--- Edward Claudio Júnior é Pós-graduado em Educação Financeira, Coach Financeiro, Treinador e Palestrante. Cofundador de Bem Financeiro – Desenvolvimento em Finanças, é responsável pelo escritório em São Paulo.

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