• Edward Claudio Jr

O que fazer quando se está muito endividado.

Se você está nesta condição, o primeiro passo é não se envergonhar e assumir a responsabilidade do que está acontecendo.



São muitos os fatores que levam as pessoas ao endividamento: perda da renda; questões de saúde na família; falta do hábito de poupar; gastos exagerados; consumo inconsciente; ter padrão de vida superior a renda mensal; comprometer mais de 50% da renda assumindo muitas parcelas; ter mais de dois cartões de crédito; entrar no limite do cheque especial de forma recorrente; não pagar a fatura total do cartão de crédito; comprar coisas não necessárias e se deixar levar puramente pelo lado emocional nas decisões das compras.


Como podemos perceber, a maioria destas situações é de responsabilidade da própria pessoa. Mas muitas delas demoram a assumir a responsabilidade destes atos e prefere culpar outras pessoas (cônjuge, familiares e amigos), baixo valor do salário, inflação, impostos, governo, etc.


Se você, prezado leitor, estiver nesta situação de endividamento, reflita: as suas ações e escolhas estão melhorando o seu nível de endividamento? Ou conforme o tempo passa a situação só agrava? Você recorre a novos empréstimos para pagar os antigos e o comprometimento da sua renda mensal só aumenta, assim como o tempo de empréstimo? Você tem a real sensação de que a dívida está virando uma bola de neve?


Então, será que não está na hora de tomar novas decisões para finalmente assumir o controle da sua vida financeira?


Mas afinal, o que fazer para resolver este problema?


Seguem as minhas recomendações, fruto da experiência de mais de 20 anos atendendo e auxiliando pessoas e famílias a encontrarem o caminho do equilíbrio financeiro (últimos 12 anos de forma profissional).


1 – Assuma a responsabilidade do que está acontecendo. Reflita, se continuar agindo do mesmo jeito, quais resultados vai obter? Provavelmente não será a diminuição do quadro de endividamento. Pense, desde quando começou o seu endividamento, as ações praticadas estão melhorando ou piorando a situação? Quais hábitos e comportamentos devem ser modificados? Vamos lá e de início a um processo sustentável de retomada da vida financeira.


2 – Faça um levantamento de todas as despesas mensais. Anote todas as suas despesas, separando item por item. Detalhe, cartão de crédito não é despesa, e sim forma de pagamento. Abra a sua fatura e separe cada gasto por tipo de despesa. Assim, começará a ter consciência para onde vai cada real do seu dinheiro e poderá estabelecer metas de reduções ou cortes de determinadas despesas.


3 – Anote todas as dívidas contraídas. Realize um levantamento de todas as dívidas com parcelas em andamento. Verifique o valor da parcela, quantas faltam para pagar, qual a taxa de juros e o credor. Se tiver dívidas que parou de pagar, verifique a situação atual. E qual seria uma proposta do credor para quitar a dívida à vista.


4 – Verifique a renda líquida pessoal ou da família. Anote a sua renda já considerando os descontos em folha, por exemplo. E se tiver uma renda extra ou renda variável, considere a média nos últimos 6 meses para ter uma base deste valor.


5 – Análise do orçamento como um todo. Analise todas as despesas do orçamento que possam ser reduzidas ou cortadas provisoriamente e monte um novo orçamento, para verificar quanto poderá guardar por mês para pagar as dívidas. De preferência estabeleça um valor fixo para este fim. Envolva toda a família neste processo, pois juntos o comprometimento será de todos e com resultados melhores e mais rápidos.


6 – Faça uma pesquisa de juros com outras instituições financeiras. Procure opções de novo empréstimo com condições melhores do que as dívidas em andamento, reduzindo o valor das parcelas atuais ou o prazo de empréstimo. Se possível, consolidar em uma única dívida, os empréstimos já contraídos.


7 – Procurar ajuda externa, com profissionais (educadores ou consultores financeiros). Se julgar necessário, procure a ajuda de profissionais para auxiliar na criação de um planejamento para pagar todas as dívidas de forma sustentável e com um prazo definido. Em muitos casos isso pode evitar novas negociações que não possa honrar e aumentar ainda mais o quadro de endividamento. Uma pessoa de fora, que não esteja envolvida emocionalmente, pode auxiliar a encontrar o melhor planejamento para a situação.


8 – Faça uma lista de prioridades das dívidas. Se verificar que não consegue pagar todas as dívidas ao mesmo tempo, faça a lista com as prioridades e conforme terminar uma ou mais dívidas, continue o processo de pagamento indo para o próximo credor da lista. E com calma e paciência, conseguirá quitar cada dívida, no seu tempo.


9 – Utilize a renda extra para potencializar o pagamento das dívidas. No período de pagamento das dívidas, defina um percentual das rendas extras que receber (Décimo Terceiro, PLR-Participação nos Lucros, Bônus, etc.) para auxiliar na antecipação do pagamento das parcelas das dívidas, começando por aquelas que tem a maior taxa de juros. Exemplo: separe 50% do valor recebido para este objetivo. Outra questão, se tiver a oportunidade de aumentar a renda mensal, é uma boa opção para quitar mais rápido as dívidas.


10 – Siga o planejamento para a retomada da sustentabilidade financeira. Mantenha o foco no planejamento idealizado e tenha disciplina para mês a mês fazer as ações definidas. Desistir ou postergar estas ações, somente aumentarão o problema e o prazo para alcançar o resultado esperado será cada vez maior.


Acredite e dê o primeiro passo para iniciar uma nova vida financeira de prosperidade e realização de novos propósitos. Não deixe para depois o que pode começar a fazer agora. Assuma o controle de sua vida financeira e supere todos os obstáculos e desafios. Se precisar, nós do BEM Financeiro estamos à sua disposição para ajudar.


--- Edward Claudio Júnior é Pós-graduado em Educação Financeira, Coach Financeiro, Treinador e Palestrante. Cofundador de Bem Financeiro – Desenvolvimento em Finanças, é responsável pelo escritório em São Paulo.

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