• Edward Claudio Jr

Não faça Reserva de Emergência.

Se você tem reserva de emergência ou pretende fazer uma, recomendo me mude este nome. Pode ser que não acredite que os pensamentos atraem para a vida aquilo que pensamos. Neste caso sugiro que leia os livros: “O Segredo (Rhonda Byrne)” e “A Lei da Atração (Michel J. Losier)”.

A palavra emergência significa: situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. E sinceramente guardar dinheiro para estes momentos não motiva muitos as pessoas.

Como sugestão de nomes para esta reserva financeira temos: reserva estratégica ou reserva da riqueza.

Não estou querendo dizer que estes momentos pontuais não vão ocorrer apenas pela mudança do nome. Mas o objetivo é que você amplie a percepção da importância de ter uma reserva financeira ou estratégica.


Afinal de contas, está reserva financeira não tem como objetivo apenas os momentos ruins ou os famosos “imprevistos”. Vamos destacar alguns dos principais motivos para ter esta reserva estratégica:


- aproveitar uma boa oportunidade para adquirir algo que esteja no planejamento, mas que pontualmente esteja em promoção e você ainda não tem o dinheiro total para este objetivo.


- aproveitar uma situação que pode gerar aumento da sua renda, sem que se endivide ou pague juros.


- não mexer nos investimentos de médio e longo prazo que possuem melhor rentabilidade e menor liquidez e assim obter melhores resultados.


- não utilizar o cheque especial ou no limite do cartão de crédito.


- provisionar as despesas com manutenções residenciais, de veículos e eletrodomésticos que ocorrem durante o ano.


- em momentos de oscilação da renda mensal para manter os pagamentos das despesas em dia.



Imagem do site: Pixabay.

Acima coloquei a palavra “imprevisto” em destaque, pois existem algumas situações que não considero como imprevistos. Por exemplo, quando compramos um carro, sabemos que ele vai precisar de manutenção (troca de óleo, de pneus, pastilhas e etc), e que isto vai ocorrer com certa frequência, conforme utilizamos mais ou menos o veículo. Por isso, não pode ser considerado como um imprevisto e para o bom planejamento financeiro, devemos provisionar valores para estas situações e colocar em nossa reserva financeira. A mesma coisa ocorre quando compramos eletro-eletrônicos, algumas situações será interessante o reparo em outros será melhor a troca. O provisionamento para estas situações é salutar.

Algumas situações como acidentes ou problemas de saúde podem ser amenizadas com seguros e plano de saúde. Assim é possível ter mais segurança e minimizar os impactos negativos para a vida financeira.


Mas afinal, qual valor ideal para a reserva financeira?

Recomendo que este valor tenha pelo menos 3 meses das suas despesas mensais guardadas. Uma boa reserva financeira é de 6 meses das despesas mensais e uma excelente reserva financeira é de 12 meses. Mas isso depende de cada pessoa. Por exemplo, quem é servidor público, que geralmente tem estabilidade, pode ter uma reserva de 3 meses. Para os assalariados de empresas privadas, uma reserva financeira de 6 meses pode ser suficiente para a segurança financeira, mesmo que seja desligado da empresa, com as verbas rescisórias (seguro desemprego, FGTS, etc) pode acumular um saldo que garanta mais de um ano das despesas mensais. Já para um profissional autônomo ou um empreendedor, o ideal é montar uma reserva financeira de 12 meses.


Onde investir o dinheiro da reserva financeira?

Para este objetivo é apropriado escolher investimentos que tenham alta liquidez (resgatados no mesmo dia ou no seguinte) e baixo risco (que sejam mais seguras e livres de grandes volatilidades). Investimentos com está característica tem preço: a rentabilidade costuma ser menor. É importante encontrar alternativas que ofereçam retorno que reponham a inflação. O IPCA (Índice de Preço Consumidor Amplo), pode ser utilizado como referência.

Uma das opções são os títulos públicos do Tesouro Nacional – SELIC (que é a taxa básica de juros da economia). Outra opção é o CDB (Certificado de Depósito Bancário) em corretoras de investimentos que paguem um percentual da taxa CDI. Os fundos de renda fixa DI, também estão nas opções para montar a reserva financeira.

Escolher entre estas opções passa por considerar as características de cada produto, em especial verificar os custos. Estes custos operacionais dos investimentos podem levar uma parcela considerável da rentabilidade. Por exemplo, para aplicar no Tesouro Direto, o ideal é se cadastrar numa corretora que não cobre taxa nas operações. Nos fundos DI ficar atento a taxa de administração que são cobrados, minimizando o custo e maximizando o retorno.


Desejo que consiga inserir no seu comportamento financeiro a formação da reserva financeira estratégica. Se tiver dúvidas estamos à disposição para ajudar no seu planejamento. O seu BEM é o nosso plano.


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Edward Claudio Júnior é Pós-graduado em Educação Financeira, Coach Financeiro, Palestrante e Treinador Comportamental. Cofundador do BEM Financeiro – Desenvolvimento em Finanças, responsável pelo escritório em São Paulo.

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