• Adenias Filho

ENFRENTANDO NOSSAS PROMESSAS, A PANDEMIA E A BLACK FRIDAY!



Poema da Black Friday


Black Friday !

Black Friday !

Digo-te o quanto te espero, no tamanho do meu bolso;

Vou neste ano cumprir, minhas promessas que não vinham a fluir;

Vou poupar o quanto puder e, sem deixar-me endividar, boas compras vou realizar.


Não é difícil nos habituarmos, a cada início de ano, criar uma agenda mental com incontáveis promessas/compromissos pessoais voltados para a avaliação de certos comportamentos que gostaríamos de ressignificar no dia a dia. Há quem, de fato, coloca no papel esses desejos, estabelece metas para realizá-los e, com bastante disciplina, consegue alcançá-los.


Apesar de sermos indivíduos diferentes, esses objetivos costumam ser bem parecidos e podem variar desde a matrícula em uma academia próxima de casa até a resolução de uma relação tóxica; a realização de uma viagem em família; a troca de um carro; etc.


É verdade que, até o primeiro trimestre deste ano, essa lista ainda permanecia latente na mente de muitas pessoas, quando fomos surpreendidos por uma mudança radical de nossa rotina devido a pandemia e seu consequente recolhimento social.


São inegáveis os severos impactos na vida de todos, que vão desde o intenso convívio familiar, desencadeando conflitos de relacionamento, até o abalo na vida financeira em decorrência das reduções salariais ou demissões.


Com a restrição dos deslocamentos das pessoas, utilização de transportes coletivos e fechamento do comércio nos vimos obrigados a permanecer em casa e buscar, através das mídias sociais, uma nova forma de contato humano e com o mundo exterior. A interação virtual não era novidade para a maioria, porém, a maneira com que passamos a nos relacionar com nossos familiares e amigos e a forma com que passamos a consumir e nos entreter foi bastante modificada.


Apesar de todas as adversidades do momento, foi observado um aumento em torno de 60% de compras online. Claro que a familiaridade com as tecnologias atuais contribuíram para essa elevação, mas também podemos supor que o fator emocional e psicológico do período influenciou na tomada das decisões. A necessidade de suprir as lacunas emocionais, acabou levando muitas famílias a realizar gastos além de suas possibilidades, utilizando seus limites de créditos disponibilizados pelos agentes financeiros e, em alguns casos, pela ajuda governamental.


Com a proximidade das campanhas de marketing de consumo usuais nesta época do ano, especialmente a Black Friday, intensificam-se os estímulos dos gatilhos emocionais do que chamamos de automerecimento que, como forma de compensação, poderemos comprar bens e serviços pela percepção de estarmos realizando bons negócios, o que nem sempre é verdadeiro.


Intensificar a reflexão quanto a distinguir o que de fato é uma oportunidade de negócio e necessário para melhorar nossa qualidade de vida, daquilo que, apesar do baixo preço, não agregará valor em nosso bem estar. Assegurar-se que mais essa despesa caberá no orçamento familiar, por meio de recursos financeiros próprios, sem depender de fontes onerosas que mascaram o real valor de nosso sonho de consumo.


A ordem do dia do planejamento financeiro não é inibir o prazer do consumo, mas sim estarmos preparados para aproveitar momentos como estes de grandes promoções e tirar o maior proveito possível para poupar dinheiro e, ao mesmo tempo, sentindo a emoção de estar cumprindo com uma ou mais promessas de início do ano.


Boas compras!


By

Adenias Filho

Cofundador do BEM Financeiro - Desenvolvimento em Finanças. Formado em Administração de Empresas, Pós Graduado pela FGV-RJ, IBMEC em Finanças Corporativa e Amana-Key em Gestão Empresarial. Consultor Financeiro e Palestrante.



13 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo