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Por que compramos utilizando crédito e nos endividamos?

  • Foto do escritor: Silvio Bianchi
    Silvio Bianchi
  • 15 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

Reflexões sobre o comportamento financeiro e dicas para evitar dívidas

Por Silvio Bianchi



Imagem: Pixabay

O cotidiano do endividamento

É comum recebermos relatos de pessoas que perderam o controle do uso do cartão de crédito. Muitas delas afirmam: “Gasto muito no cartão”, “Trabalho para pagar a fatura do cartão”, “A fatura do cartão é tão elevada que pago ela e preciso usar o cartão para minhas despesas regulares”. Essas declarações refletem o cenário de quem enfrenta dificuldades para administrar suas finanças pessoais.


O crédito ontem e hoje

No passado, o acesso ao crédito para consumo era bastante restrito. Quem precisava de dinheiro recorria a familiares, amigos, agiotas ou fazia compras fiado. Nessa época, o endividamento era visto quase como uma “doença”, mas longe de adquirir o caráter de “pandemia” que possui atualmente.


Diferença entre “ter dívida” e “estar endividado”

É fundamental distinguir entre ter dívidas e estar endividado. No decorrer do mês, todos contraímos dívidas ao usar o cartão de crédito ou ao assumir contas de luz, água, gás, condomínio e aluguel, que serão quitadas no vencimento.


estar endividado significa não conseguir honrar todos os compromissos financeiros sem prejudicar as necessidades básicas. Nessa situação, as pessoas passam a “fazer malabarismos” com as contas, atrasando algumas para pagar outras, o que pode resultar em inadimplência.


Por que usamos o crédito e nos endividamos?

O contexto atual é marcado por desejos imediatos: “Eu quero”, “Eu quero já” e “Eu mereço” e o crédito facilita a realização desses desejos. Os principais motivos para recorrer ao crédito incluem:


·        Facilidade e conveniência: O crédito permite comprar sem avaliar se há saldo suficiente no momento.

·        Satisfação imediata: O consumidor opta por comprar já e pagar depois, impulsionado pela sensação de merecimento.

·        Marketing e pressão social: Ofertas constantes, propagandas direcionadas e influência de amigos estimulam o consumo.

·        “Compro agora e depois me viro para pagar”: A decisão de compra é tomada sem planejamento, deixando o pagamento para depois.

·        Necessidades emergenciais: Situações inesperadas exigem soluções rápidas, principalmente para quem não dispõe de reserva financeira.

·        Recompensas e benefícios: Cartões de crédito e lojas oferecem vantagens como pontos, milhas e cashback.


Além disso, o uso do crédito reduz a “dor de pagar”, tornando mais fácil perder o controle dos gastos, realizar compras por impulso e buscar satisfação imediata.

Outro fator importante é que, frequentemente, os limites de crédito são superiores à renda líquida do consumidor. Com isso, somado à falta de autocontrole, torna-se simples gastar mais do que se ganha, levando ao endividamento.


O endividamento é, portanto, consequência direta de gastar mais do que se recebe.


Como usar o crédito sem se endividar?

·        Entenda que crédito não é dinheiro extra: Ao utilizar crédito, está-se usando recursos de terceiros, que precisarão ser devolvidos pagando juros.

·        Respeite seus limites financeiros: O limite do cartão não é uma autorização para gastar além do que se recebe. Se as compras a crédito excederem a renda líquida, não será possível honrar todos os compromissos, incluindo as despesas básicas.

·        Planeje suas finanças: Tenha clareza sobre o quanto recebe, o quanto já está comprometido e o quanto é necessário para as despesas essenciais.

·        Planeje suas compras: Adote o hábito de gastar menos do que se ganha.

·        Evite compras supérfluas no crédito: Despesas não essenciais devem ser feitas somente após quitar as básicas e as parcelas comprometidas, preferencialmente sem recorrer ao crédito.

·        Avalie o parcelamento: Só parcele se a vida útil do bem ou serviço for maior que o prazo do parcelamento. Caso contrário, corre-se o risco de pagar por algo que já não existe ou está sendo substituído.

·        Busque educação financeira: Informe-se sobre as ferramentas financeiras, saiba como utilizá-las e não se deixe levar apenas pelos benefícios divulgados pelas instituições de crédito.

A maioria das pessoas não recebeu educação financeira adequada e desconhece suas próprias fragilidades comportamentais diante do dinheiro e do crédito.


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Sobre o autor: Silvio Bianchi é Pós-graduado em Educação e Coaching Financeiro, Contador Público, Master Coach, Coach Financeiro, Treinador e Palestrante. Cofundador de BEM Financeiro – Desenvolvimento em Finanças, responsável pelo escritório em São José dos Campos - SP (Vale do Paraíba).

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